quarta-feira, 17 de junho de 2015

Fachin e a serenidade do Supremo


Fachin toma posse no Supremo. Foto: Conversa Afiada.

Cansado dos "pitis" de Joaquim Barbosa e Gilmar Mendes, àquele, responsável até por expulsão de advogado do plenário e este que dispensa comentários, o Supremo Tribunal Federal parece ter sido tomado nos últimos tempos por homens mais serenos, como Luís Roberto Barroso, Teori Zavascki e agora Luís Edson Fachin. O paranaense, que enfrentou oposição cerrada da mídia tradicional e do falido colunismo ultradireitista brasileiro fez uma declaração pouco antes de assumir o cargo, que tranquilizou àqueles que prezam pelo Estado de Direito: disse que delação premiada não é prova, mas "indício de prova". Para mim, que sou contra as execuções sumárias baseadas em suposições, a declaração do ministro suou como alento. É bom que, enfim, a nossa Suprema Corte esteja composta por juristas que prezem pela condução dos ritos de forma a respeitar as instituições e os cidadãos: chega de "Gilmares" dando habeas-corpus a banqueiros ricos e "Joaquins" atropelando a justiça em nome dos "justiceiros" e, supostamente, da lei.

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